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Como o estado empobrece a sociedade?

Como o estado empobrece a sociedade?

O estado brasileiro cobra muitos impostos da população. A carga tributária brasileira é uma das mais elevadas do mundo, e o Brasil é o 4º país que mais tributa empresas. Pagamos taxas, tarifas, impostos municipais, estaduais e federais, diretos e indiretos. Com uma tributação tão exorbitante e tão extorsiva, é evidente que a população será majoritariamente pobre, visto que seu poder aquisitivo é depauperado pela tributação excruciante e pela subsequente inflação galopante, que nada mais é do que um imposto oculto. Mais impostos significa menos dinheiro no bolso da população e mais dinheiro no bolso dos governantes. Algo que não beneficia a sociedade em absolutamente nada.

Basicamente, pagamos impostos para sustentar um dos estados mais caros do mundo. Temos o segundo congresso mais caro do mundo e o judiciário mais caro do mundo. O congresso nacional custa mais de dez bilhões de reais por ano, aproximadamente trinta milhões de reais por dia, mesmo quando está fechado. O salário de nossos deputados é de trinta e quatro mil reais, e estes recebem ainda inúmeros privilégios e benefícios adicionais, como auxílio-moradia e auxílio-paletó. Os ministros do STF ganham salários de trinta e nove mil reais, além de privilégios e benefícios adicionais, similares aos dos deputados. E há entre os funcionários públicos uma elite que recebe supersalários elevadíssimos, como desembargadores que recebem salários de cem mil reais e juízes cujos salários podem chegar a seiscentos mil reais.

Ou seja, é basicamente para isso que o brasileiro trabalha como um escravo, para pagar impostos excruciantes com o objetivo de sustentar os marajás do funcionalismo. É fundamental entender que imposto é simplesmente transferência de renda, sempre dos mais pobres para os mais ricos. Ou seja, da sociedade produtiva para a alta elite do funcionalismo público.

Enquanto o brasileiro não acordar, ele vai continuar sendo um escravo do estado. Um escravo forçado a trabalhar muito e a custear com aproximadamente 70% do seus dividendos o estado soviético, financiado através do pagamento de impostos terrivelmente exorbitantes. No Brasil, a miséria e a pobreza sempre foram causadas pelo estado. É irracional, portanto, ver o estado como a solução de problemas que são causados por ele.

A redução do burocrático e extorsivo estado soviético é a melhor maneira de beneficiar os cidadãos brasileiros. A melhor maneira de enriquecer uma sociedade é permitir que ela fique com os dividendos do seu trabalho, ao invés de obrigá-la a transferir a maior parte da sua receita para políticos e burocratas através de impostos excruciantes.

O estado brasileiro é um parasita voraz que expropria a maior parte dos recursos e das riquezas geradas pela sociedade produtiva. O estado nunca fez absolutamente nada para efetivamente reduzir a miséria ou mitigar a pobreza, até porque os pobres são um excelente curral eleitoral para políticos populistas e demagogos oportunistas que conseguem se eleger explorando o cenário de sofrimento, comiseração e miséria crônica que acomete uma expressiva parcela da sociedade brasileira.

A verdade é que o estado nunca irá permitir que a sociedade conquiste progresso, prosperidade ou desenvolvimento, pois todas essas coisas tornariam o estado irrelevante, e o estado deseja permanecer parecendo necessário para a população. Para tanto, precisa impedir que os problemas e as adversidades que afligem a sociedade sejam efetivamente solucionados. Pense por um instante, o que seria da esquerda política — por exemplo —, se a pobreza e a miséria fossem erradicadas definitivamente? Ela não teria mais pretextos ou prerrogativas para conquistar o poder, já que todo o seu discurso ideológico se baseia na "proteção" e no "cuidado" aos pobres. Para a esquerda, portanto, é muito melhor que a pobreza continue existindo. Afinal, sem ela, a esquerda não seria absolutamente nada.

Está mais do que na hora de encarar o estado como problema ao invés de solução. O estado na verdade é um monopólio discricionário e despótico, cujo modus operandi é criar o problema para depois vender a solução. Isso pode ser efetivamente constatado em tudo que o estado faz.

Artigo publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 31 de julho de 2020. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.