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Como o custo-Brasil afeta a produtividade e o desenvolvimento do país?

Como o custo-Brasil afeta a produtividade e o desenvolvimento do país?

O custo Brasil — também chamado de custo-país —, é uma expressão utilizada para se referir ao conjunto de dificuldades existentes no Brasil, que são de natureza majoritariamente institucional e burocrática, e cujos efeitos negativos são responsáveis diretos pela baixa produtividade econômica e pela ausência de desenvolvimento real e coeso de que sofre o Brasil.

Em seu conjunto, esses problemas envolvem a elevada carga tributária, uma legislação fiscal complexa e impraticável. o exacerbado grau de intervencionismo estatal sobre o setor privado, o protecionismo governamental e os subsídios concedidos às grandes corporações e todas as dificuldades burocráticas que comprometem o empreendedorismo e os pequenos negócios, o que afeta de forma negativa todo o ciclo de atividades econômicas existentes no Brasil. Esse deplorável conjunto de problemas de natureza institucional invariavelmente compromete o desenvolvimento e o progresso da nação. 

Todas essas dificuldades combinadas geram custos excepcionalmente elevados para os empresários brasileiros, que — ao repassá-los no valor dos produtos comercializados no mercado — afetam principalmente trabalhadores e consumidores. Toda essa montanha de custos adicionais acabam por gerar um terrível efeito cascata que se estende a todas as atividades econômicas exercidas no país. 

Em um ambiente com tantas arbitrariedades, a atividade econômica fica inexoravelmente comprometida, o que faz com que inúmeras empresas desistam de operar no Brasil, tendo preferência por se estabelecer em países e regiões onde existam menos regulações, uma legislação fiscal mais simplificada e mais liberdade econômica. 

O conjunto de todos esses problemas combinados — que são um produto inexorável do intervencionismo governamental — e os custos ostensivamente exacerbados gerados por eles são o que podemos chamar de custo-Brasil. 

Todas essas dificuldades acabam invariavelmente comprometendo o desenvolvimento do país, que poderia ter um mercado com ambiente de negócios mais dinâmico, produtivo e com maior segurança jurídica. Todas as terríveis arbitrariedades políticas e burocráticas que em seu núcleo formam o conjunto de problemas que constituem o custo-Brasil acabam por gerar graus elevados de desemprego, pobreza e ausência de oportunidades no país, dado que comprometem de maneira substancial o desenvolvimento econômico, gerando prejuízos que podem ser contabilizados na casa do trilhão de reais anualmente.  

Para se ter uma ideia de como o custo-Brasil afeta a produtividade, a liberdade econômica e impede que um ambiente salutar e dinâmico de negócios venha a existir no Brasil, no ranking Doing Business do Banco Mundial — que avalia a facilidade para se fazer negócios —, o Brasil está em 124º lugar. No índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, o Brasil ocupa uma posição ainda pior, ficando em 143º lugar.    

Evidentemente, todos esses problemas que compõem o conjunto de arbitrariedades legais. fiscais, burocráticas e institucionais que chamamos de custo-Brasil só pode ser efetivamente resolvido com a redução do estado, da burocracia e de sua intervenção sobre as atividades econômicas. Infelizmente, visto que a natureza do estado é exatamente igual a de um parasita — sua tendência é estar em constante expansão, consumindo e devorando riquezas com o objetivo de bancar os seus elevados custos —, na prática é quase impossível reduzir o estado e o seu elevado grau de intervenção sobre todos os setores da sociedade. Como um sanguessuga faminto que está sempre disposto a sugar o sangue do seu hospedeiro até a última gota, o estado existe basicamente para se apropriar continuamente das riquezas produzidas pela sociedade, com o único objetivo de se manter.

Infelizmente, não existe por parte do governo, tampouco da classe política, uma vontade real de eliminar — ou mesmo reduzir — o custo-Brasil, dado que isso implicaria em retirar poder e recursos do estado. Isso exigiria restituir à população liberdades que o estado usurpou indevidamente dos cidadãos, e implicaria, por parte das instituições, em ter que admitir que o estado é um péssimo gestor econômico (e o é de fato). E o estado jamais se prestaria em fazer o papel de mea culpa, admitindo que erra muito mais do que acerta, e que existe para atender os seus próprios interesses, e não os da população.  

Realisticamente, é fundamental entender que o estado brasileiro jamais irá fazer — como nunca fez — qualquer coisa para reduzir sua esfera de poder e influência sobre a sociedade e sobre as atividades econômicas, dado que, como o parasita insaciável que é, jamais está satisfeito. Antes, está sempre em uma frenética e irrefreável busca por mais riquezas a serem confiscadas, devoradas e apreendidas.   

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.