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Como a sacralização de políticos contribui para a degradação da sociedade

Como a sacralização de políticos contribui para a degradação da sociedade

Não há dúvida de que o nível de estadolatria no Brasil é excruciante, pois o brasileiro é deliberadamente programado para ser dependente do estado. Por essa razão, demagogias, fantasias e utopias servem como ferramentas de doutrinação para domesticar o gado e sacralizar políticos, que na narrativa de determinados partidos viram heróis, criando mitos e lendas que não raro tornam-se verdadeiros cultos à personalidade.

Acontece que na prática a política é simplesmente um substituto titular para a violência e para a imoralidade. Na política, a coerção coletivista suplanta o indivíduo com virulenta mordacidade, para depená-lo completamente, em todos os sentidos. O estatismo político é um sistema de legalização de roubo, extorsão e redistribuição discricionária de renda, que tira dos pobres para enriquecer ainda mais aqueles que já são ricos, a saber, a classe política e a alta elite do funcionalismo público. É através da política que é possível alimentar um sistema de espoliação que sustenta os indivíduos que estão no poder. Por isso estadólatras dão uma ênfase tão grande no pagamento coercitivo de impostos, pois em sua maioria, são pessoas que vivem do estado. São completamente indiferentes para o fato de que a compulsória tributação violenta à qual o brasileiro é submetido dilacera por completo a renda dos mais pobres. Estatistas, no entanto, são coletivistas autoritários que – completamente obcecados pelo seu projeto de poder e homogeneização forçada da sociedade – perdem completamente a capacidade de respeitar o indivíduo.

Em virtude do deliberado e ensandecido positivismo patológico que é a regra na política brasileira, o socialismo de estado não raro acaba descarrilhando para o culto à personalidade, e por isso vemos tantos militantes das mais variadas vertentes e seitas coletivistas venerando compulsivamente a elite de um determinado partido – bem como o líder máximo da organização – como se fossem semideuses que foram diretamente enviados do Olimpo para nos salvar. Idolatram compulsivamente indivíduos que na prática não são capazes de realizar absolutamente nada, salvo proferir discursos saturados de demagogias falaciosas, que na verdade ocultam nefastos projetos de poder. Na prática, a política nada mais é do que a arte de fazer escravos. Trabalhamos como condenados para que alguns poucos “iluminados” fiquem extremamente ricos, e possam ser agraciados e venerados como fantásticos salvadores da humanidade, por algumas seitas de adoradores fanáticos.

Não é necessário uma grande profundidade analítica para percebermos que o nível de doutrinação a que militantes partidários são submetidos é simplesmente aterrador. Além de tornarem-se completamente obtusos para a realidade, estas pessoas desenvolvem um senso de dependência emocional para com o objeto de sua adoração que as impede de raciocinarem por si próprias, e isso é feito através de um processo de despersonalização tão sistemático que na maioria dos casos torna-se absolutamente irreversível.

Infelizmente, o brasileiro tornou-se tão dependente do estado que é praticamente impossível despertá-lo, tornando-o perceptivo para a sordidez do sistema do qual ele faz parte. Parece que o mais importante, no final das contas, é venerar burocratas, lamber a bunda de políticos elitistas e adorar o estado de maneira incondicional e absoluta, como se esta instituição escravagista de espoliação juramentada através do positivismo legalista e da doutrinação ideológica fosse, de fato, o caminho para o paraíso e para a redenção da humanidade. No entanto, é praticamente impossível fazer militantes fanáticos despertarem da sonolência para usarem a razão ao invés da emoção. Alguns poucos até se libertam desta doença, mas estes são a exceção, e não a regra.

O efeito nefasto que isso teve em nosso país é perceptível. Ao invés de termos homens aguerridos e determinados que lutam e trabalham arduamente para conquistar os seus objetivos, boa parte da juventude brasileira é constituída de pirralhos chorões, emasculados e mimados que berram por qualquer coisinha, e esperam que absolutamente tudo venha do estado. Tudo deve cair do céu, ninguém precisa trabalhar para conquistar absolutamente nada; afinal, a classe política tem a obrigação de dar tudo “de graça” para todos. O que seria cômico, se não fosse de fato uma grave doença psicossocial de militantes idólatras, completamente alienados da realidade.

Evidentemente, uma parcela significativa da sociedade brasileira é realista, e sabe que se não trabalhar, se não produzir, não terá absolutamente nada. Não é possível depender de políticos. Apenas estadólatras inveterados acreditam nisso, porque não tem nem sequer a mais vaga noção de onde vem o dinheiro através do qual o estado fornece os benefícios assistencialistas prometidos por demagogos populistas em época de eleição – eles são roubados da sociedade produtiva através de uma exorbitante carga tributária compulsória, que sustenta as miríades de vagabundos que vivem do estado. Em uma sociedade livre e independente, estado e política não teriam em nossas vidas a importância que tem. A politização de uma sociedade é a sua ruína. É sinal de que as pessoas foram induzidas a preferir um sistema de espoliação, ao invés de irem para o mercado produzir.

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.