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A classe política existe apenas para empobrecer a sociedade e arruinar a prosperidade individual

A classe política existe apenas para empobrecer a sociedade e arruinar a prosperidade individual

Você sabe o que é Não-Intervencionismo Positivo? 

Políticos não servem para absolutamente nada, a não ser para empobrecer a sociedade. O estado nada mais é do que uma confraria de parasitas, que existe para dilacerar a prosperidade alheia, e confiscar arbitrariamente aquilo que ela produz, para que eles, os vagabundos estatais, tornem-se cada vez mais ricos. A história de Hong Kong – o lugar mais economicamente livre do mundo – demonstra muito bem como a prosperidade de uma nação está diretamente associada à liberdade da sociedade, e à restrições para a atividade política. 

Vamos aprender o que é não-intervencionismo positivo 

John James Cowperthwaite foi um funcionário público escocês, que atuou como secretário de finanças do Protetorado Britânico de Hong Kong por uma década, de 1961 a 1971, apesar de ter iniciado suas atividades na ilha ainda em 1945, quando foi encarregado de gerenciar o Departamento de Suprimentos, Negócios e Indústria. Quando assumiu o cargo de secretário financeiro, em 1961, Cowperthwaite foi encarregado por seus superiores de estudar e implementar políticas capazes de alavancar o desenvolvimento econômico da ilha. Tendo concordado com o desafio, Cowperthwaite passou a inteirar-se à respeito da funcionalidade orgânica da economia de Hong Kong, e descobriu que ela ia muito bem sem nenhum tipo de intervenção governamental. Pequenas e médias empresas prosperavam, o mercado de manufaturas e serviços expandia-se a olhos vistos, exportações e importações eram corriqueiras, facilitadas pela inexistência de burocracia e tarifas protecionistas. Compreendendo, de fato, o que permitia o produtivo dinamismo funcional da ilha de existir, Cowperthwaite percebeu que o milagre econômico de Hong Kong ocorria justamente em decorrência da não-intervenção governamental. Políticos servem apenas para regularizar, regulamentar, cobrar e burocratizar. Cowperthwaite entendeu que era fundamental não arruinar o que estava acontecendo ali. 

Cowperthwaite, portanto, abraçou o que ficou conhecido como não-intervencionismo positivo, isto é, a não-intervenção do estado na economia, o que contribuiu para a criação de um ambiente propício ao florescimento do livre mercado, que tem a liberdade como a sua maior prerrogativa, não permitindo que o governo comprometa a produtividade e a prosperidade inerentes a um salutar e orgânico ambiente de livre mercado, através de tributos, burocracia e regulamentações. Além do mais, Hong Kong, sendo território britânico, se tornou um refúgio de chineses que fugiam desesperadamente da ditadura comunista de Mao, e lá se estabeleciam, muitas vezes permanentemente. Esta imigração massiva de indivíduos da China continental contribuiu para o florescimento de pequenos negócios na ilha, bem como mão-de-obra abundante

A preocupação de Cowperthwaite, dali em diante, sabendo que ele não teria uma estadia permanente em Hong Kong, passou a ser a seguinte: como implementar, e deixar profundamente arraigada na mentalidade dos gestores governamentais da ilha, esta política de não-intervenção estatal na produtividade e na economia? Como todo bom libertário, enquanto pôde, Cowperthwaite fez tudo o que estava ao seu alcance para sabotar os esforços do governo britânico de enquadrar a economia da ilha dentro de seus estatutos burocráticos e institucionais. Cowperthwaite passou até mesmo a recusar-se a coletar estatísticas, e justificava esta medida dizendo "se eu o fizer, vocês usarão estas estatísticas para planejar a economia". Cowperthwaite sabia muito bem que nada é capaz de arruinar a prosperidade de uma nação de forma tão eficiente quanto uma economia planejada. Nesta época, o governo britânico estava implementando em casa políticas socialistas e assistencialistas. Era natural, portanto, que buscassem estender estas mesmas políticas às suas colônias. Felizmente, em Hong Kong, havia John James Cowperthwaite para atuar em favor da população como uma barreira restritiva contra as dilacerantes e nocivas políticas governamentais do império britânico, que posteriormente mergulhariam a Grã-Bretanha em uma das piores crises da sua história. 

Portanto, enquanto atuou como secretário de finanças de Hong Kong, Cowperthwaite foi uma formidável barreira protetora entre a sociedade e o governo. Cowperthwaite sabia muito bem que apenas a liberdade era capaz de gerar um coefciente salutar de produtividade e prosperidade, e queria impedir o governo britânico de arruinar isso. Hong Kong tinha todos os elementos necessários para se tornar uma formidável referência no mercado global, algo que conquistou com relativa facilidade em questão de poucos anos, e foi capaz de manter, desde então. Para tanto, Cowperthwaite sabia que era fundamental manter intocável o ambiente livre e desregulado que havia ali.      

Felizmente, apesar de ter permanecido apenas dez anos no posto que lhe permitiu atuar como um grande protetor da vitalidade produtiva e da prosperidade econômica de Hong Kong, Cowperthwaite obteve êxito em instilar nas autoridades políticas locais uma mentalidade não-intervencionista, onde um governo pequeno deve se abster de interferir nos assuntos e na liberdade da sociedade, bem como manter os impostos sempre no menor nível possível. Foi através da brilhante atuação de Cowperthwaite como secretário de finanças que Hong Kong foi capaz de se tornar a nação mais economicamente livre do mundo, mantendo sempre o primeiro lugar em todos os índices de liberdade econômica, seja nas compilações do Fraser Institute ou da Heritage Foundation

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.