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Centrão articula mais um golpe contra o Brasil

Centrão articula mais um golpe contra o Brasil

O centrão — aquela coalizão de psicopatas cínicos sem ideologia, sempre dispostos a roubar, expropriar e extorquir os cidadãos brasileiros, liderada pelo iníquo e deplorável facínora sanguessuga Rodrigo Maia — está planejando mais um golpe contra o Brasil. Para contornar a recessão econômica, o centrão pretende expropriar recursos de empresas com patrimônio superior a um bilhão de reais. Eles chamam isso de "empréstimo compulsório", mas na prática é roubo mesmo.

Sem levar em consideração as deploráveis consequências que isso terá na produtividade e na economia do país, o que o centrão na verdade quer é mais dinheiro para encher os bolsos. Não basta que Rodrigo Maia tenha rejeitado abrir mão do fundão eleitoral — mamata que na prática não passa de extorsão compulsória institucionalizada, e que serve para enriquecer partidos políticos e financiar sórdidos e maléficos projetos de poder —, o centrão está ávido por mais dinheiro e mais recursos financeiros. Não importa quantos bilhões eles venham a ter, o dinheiro nunca é o suficiente para saciar a ganância voraz do segundo congresso mais caro do mundo. Eles querem sempre mais, mais, mais e mais. Agora, como o dinheiro está ficando escasso, eles pretendem implementar novas modalidades de roubo institucional.

As implicações desse tipo de rapinagem política podem ser fatalmente devastadoras. Mais de 600 mil empresas foram a falência, em virtude do confinamento compulsório, institucionalizado sob o draconiano pretexto da pandemia de coronavírus. Como resultado, a economia — que já estava seriamente desmantelada — ficou ainda mais fragilizada e combalida. Se o congresso institucionalizar essa política de expropriar empresas com patrimônio superior a um bilhão de reais, aí sim o nosso sistema econômico irá entrar em colapso, pois as consequências de tamanha expropriação serão impreterivelmente avassaladoras.

Só porque uma empresa tem um patrimônio de um bilhão de reais, não significa que ela está invulnerável, imune a crise e usufrua de estabilidade financeira. Ela também pode estar sofrendo dificuldades — provavelmente está, não há empresa hoje no Brasil, seja ela pequena, média ou grande, que usufrua de uma situação de plena segurança e estabilidade, ou que está totalmente imune aos efeitos da recessão —, pode estar sem faturamento e lutando para sobreviver. Muitas dessas empresas sobrevivem, pagam suas contas e seus funcionários, com suas reservas e economias. Se estas lhes forem tiradas, elas não apenas poderão como certamente irão a falência. Consequentemente, o número de desempregados vai aumentar.

O congresso afirma que pegará destas empresas "empréstimos compulsórios", e se reserva o direito de devolver esses empréstimos em até quatro anos, em várias parcelas. Mas daqui a quatro anos, muitas dessas empresas provavelmente nem existirão mais. E o pior de tudo, algo tão nefasto vai gerar no Brasil um nível de insegurança jurídica tão grande, que vai afastar de forma irrevogável e irreversível todas as empresas, companhias e investidores estrangeiros. Afinal, ninguém vai investir em um país no qual o governo se reserva o direito de expropriar os recursos alheios. Você investiria aqui para perder o seu dinheiro? Não, não investiria. Assim como você não aplicaria seu dinheiro em um ambiente de elevado risco e insegurança, nenhum empresário, corporativista ou investidor o fará. Ao invés de investir no Brasil, bilionários investirão seus recursos nos Emirados Árabes, no Catar, no Bahrein ou em Cingapura, onde seu dinheiro não apenas renderá robustos dividendos de forma rápida, como também estará seguro, porque os governos desses países não expropriam os bens privados. Em Catar, inclusive, estrangeiros estão isentos de impostos, o que torna o país ainda mais atrativo para investidores. Com tantos países que oferecem excelentes possibilidades de investimentos, e que possuem favoráveis, dinâmicos e salutares ambientes de negócios, por que razão alguém iria investir no Brasil, que há décadas ocupa posição entre os países mais hostis, hiper-regulamentados e economicamente truncados do mundo? Evidentemente, se o centrão for adiante com a sua insólita medida de "empréstimos compulsórios" — que na prática é simplesmente expropriação de recursos —, a pobreza e a recessão econômica serão ostensivamente ampliadas no Brasil, de forma nunca antes vista.

E tudo isso pra quê? Por que motivo o centrão quer arriscar o pouco das riquezas que ainda movimentam a nossa combalida e desmantelada economia? Porque eles querem continuar vivendo uma vida de suntuoso luxo e conforto, com todos os seus gastos, privilégios, benefícios e salários de primeiro mundo garantidos. Ou seja, a classe política quer arriscar o futuro e a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros em nome da sua própria segurança, estabilidade e bem-estar.

Apesar da recente pandemia, a classe política tupinambá, de uma forma geral, continua gastando como se não houvesse amanhã. Ronaldo Caiado, governador de Goiás, recentemente fez duas licitações, que somam um valor total de 611 mil reais, para abastecer o suprimento do Palácio das Esmeraldas com carnes variadas, frutos do mar, queijos diversos e frios em geral (não obstante, ele cancelou as licitações depois da repercussão negativa, quando o site O Antagonista divulgou a notícia). Durante a quarentena, Fernando Collor de Mello — senador pelo estado do Alagoasgastou aproximadamente 37 mil reais em serviços de comunicação. E isso são apenas dois exemplos, poderiam ser citados centenas de outros.

A classe política, evidentemente, se preocupa única e exclusivamente com ela própria, com o seu próprio luxo, suntuosidade e conforto. Agora que o dinheiro está acabando, a casta de parasitas da República Federativa do Brasil — a segunda mais cara do mundo — precisa desesperadamente retirar de uma outra fonte o dinheiro para o seu sustento. Se para isso eles tiverem que expropriar grandes empresas sem nenhuma consideração pela saúde econômica do país, arriscando o emprego de terceiros, inclusive o seu, e comprometendo a estabilidade geral da nação, eles o farão sem problema nenhum, porque políticos estão pouco se lixando para a população. O que realmente importa para eles é a manutenção de todos os seus privilégios, benefícios, verbas populdas, salários gordos e auxílios complementares. Se amanhã você estiver na rua da amargura, tendo que lidar com penúria e privações extremas, pode ter certeza absoluta de que eles serão completamente indiferentes e não perderão o sono por causa disso.

Lamentavelmente, não se faz política com decência, seriedade e integridade no Brasil. Os parasitas estatais estão apenas preocupados com a manutenção de suas existências de abundante luxo, conforto e suntuosidade; se todos esses benefícios tem de ser conquistados sacrificando a população, para eles isso é irrelevante. O que importa para o estado brasileiro é expropriar, extorquir, roubar e usurpar. De onde vem o dinheiro não interessa. O que importa é que eles precisam e vão tirar de você, custe o que custar. Eles tem a lei e o estado ao lado deles. Você tem apenas o direito de ser roubado e de permanecer calado. É deplorável, mas é a nossa realidade.

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.