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A catástrofe se aproxima rapidamente para a Venezuela do Sul

A catástrofe se aproxima rapidamente para a Venezuela do Sul

Desde que o progressista Alberto Fernández se tornou presidente da Argentina — em dezembro do ano passado —, os stalinistas argentinos mostraram que não estão dispostos a perder tempo. O que interessa a eles é acelerar de forma contumaz o processo de destruição da economia, desmantelando a ordem natural através de medidas intervencionistas arbitrárias, que dilaceram o mercado e a livre iniciativa de todas as maneiras possíveis.

Pouco tempo depois de assumir o poder, Alberto Fernádez decidiu elevar para 33% a tarifa sobre a exportação de insumos. O resultado que isso pode trazer para a economia é simplesmente catastrófico, em virtude do drástico desequilíbrio que uma intervenção discricionária dessa natureza impõe a toda a cadeia produtiva. A reação dos setores afetados foi imediata.

Depois que essa medida criminosa foi implementada pelo governo marxista-leninista do poste de Cristina Kirchner, fazendeiros revoltados começaram a destruir as suas lavouras. Essa medida deixou todo o setor agrícola em polvorosa, pois com o governo impondo regras draconianas e ditatoriais de cima para baixo, a produtividade invariavelmente ficará comprometida. Consequentemente, haverá escassez e instabilidade no mercado. Um agricultor revoltado afirmou que toda a vez que o governo tem problemas fiscais, o fardo financeiro da irresponsabilidade dos dirigentes recai sobre o setor agrícola.

Para piorar a situação, devemos lembrar que o congelamento de preços estabelecido recentemente ainda está em vigor no país, o que deve acelerar a carestia de produtos nas prateleiras. Apesar da matemática ser muito básica nessa questão, o governo parece ser incapaz de compreendê-la. O custo de produção invariavelmente irá aumentar com essas medidas intervencionistas, mas o valor não pode ser repassado ao consumidor por causa do tabelamento compulsório de preços. Consequentemente, a produtividade irá cair, podendo até mesmo despencar ao nível do desabastecimento. Uma tarifa tão absurda — de 33% — tem potencial para esfacelar de forma irreversível a frágil e combalida economia argentina.

O mercado já havia sinalizado descontentamento com relação a uma possível vitória de Fernández nas prévias do ano passado. Para piorar de vez a situação, os títulos argentinos caíram drasticamente quando sua vitória foi confirmada nas eleições. Essa combinação mortal de congelamento de preços e aumento de 33% na tarifa de exportação é demasiadamente prejudicial para a saúde econômica do país. Tanto intervencionismo discricionário — além de tóxico — é a receita certa para a destruição da produtividade e da economia. Uma economia livre, com o mínimo de intrusão governamental, é a única receita infalível para a geração de progresso e prosperidade. Mas socialistas, é claro, não ligam para o pragmatismo da realidade. O importante é lutar pela implementação da sua utopia.

A cada dia que passa, não resta dúvida nenhuma de que a Argentina caminha em direção a um imensurável e fatal desastre; infelizmente, a tragédia da Venezuela se repetirá, e teremos o desgosto de assistir de camarote — mais uma vez —, a destruição de uma nação que já foi uma das mais promissoras do mundo, e que entre o final do século 19 e início do século 20, chegou a rivalizar com os Estados Unidos, em nível de progresso e desenvolvimento. Infelizmente, essa praga satânica chamada socialismo faz mais uma vítima.

Artigo publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 05 a 07 de fevereiro de 2020. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.