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O Brutal, Opressivo e Mortífero Governo Totalitário Chinês

O Brutal, Opressivo e Mortífero Governo Totalitário Chinês

A China nunca foi um país onde a liberdade tenha tido efetivamente a chance de existir, em nenhum período ou momento de sua história milenar. Não obstante, esta condição piorou exponencialmente no século 20. Desde que o comunismo foi oficialmente instaurado pelo depravado ditador Mao Tsé-tung em 1949, o totalitarismo de estado se tornou uma parte expressiva da realidade dos chineses. Ainda que depois da morte de Mao as liberdades individuais tenham sido comparativamente restauradas através de medidas reformistas implementadas pelo seu sucessor, Deng Xiaoping, com a ascensão do novo ditador, Xi Jinping — que governa o país desde 2012 — uma nova era de despotismo e tirania está tomando forma, com mordazes e agressivos elementos de cruel autoritarismo. Xi tornou-se tão poderoso que até mesmo suas convicções políticas foram incorporadas à constituição. Recentemente, ele afirmou em uma convenção do partido que não serão toleradas quaisquer discordâncias ou dissidências. Ou seja, ele pretende governar a nação como um soberano absoluto.

Xi Jinping está fazendo o possível para concentrar poder e eliminar opositores políticos dentro do Partido Comunista Chinês, o único partido que existe na China. Subjugar a sociedade e restringir ao máximo suas liberdades, no entanto, é uma de suas nefastas prioridades. Com a implementação do sistema de controle social e o cadastramento compulsório de todas as pessoas e empresas que operam no país, é possível perceber que o governo totalitário está determinado a controlar de forma absoluta todos os aspectos concernentes à vida de todos os habitantes do país. E para garantir a obediência incondicional dos cidadãos, o governo se lançou em um sórdida empreitada para erradicar sistematicamente todas as religiões, com o objetivo de converter o país em um estado secular. A política oficial de estado está alicerçada no ateísmo marxista-leninista, opondo-se ostensivamente a crenças divergentes.

Como resultado da brutalidade do estado para com pessoas religiosas, cristãos, budistas, muçulmanos e falun gongs — dentre outras crenças e religiões — estão sofrendo ardorosamente as consequências da agressão institucionalizada pelo estado. O cerceamento e a brutalidade que aflige a cada uma delas, no entanto, é bem diferente. Cristãos estão sendo obrigados a hastear a bandeira chinesa nos cultos e entoar hinos patrióticos, enquanto muçulmanos da etnia turcomena dos uigures estão sendo sistematicamente torturados em campos de internamento e reeducação. Os falun gongs, por outro lado, são vítimas de abusos excruciantes, e tornaram-se alvos prioritários de assassinatos extrajudiciais. Os integrantes desta crença são deliberadamente mortos para terem seus órgãos extraídos, com o objetivo de atender às demandas do mercado negro do tráfico de órgãos.

Os falun gongs são perseguidos na China com brutalidade há vinte anos. Desde 1999, iniciou-se um campanha radical para colocar os praticantes da crença na ilegalidade, com o objetivo deliberado de exterminá-los de forma implacável. Muitos deles também são detidos e enviados a campos de detenção para serem doutrinados de acordo com os tirânicos e autoritários princípios do Partido Comunista Chinês, sendo forçados a renunciarem às suas crenças religiosas.

O que se vê hoje na China é uma política de violação sistemática dos direitos humanos e da violência institucionalizada contra o indivíduo que recusa-se a aceitar o governo como um deus supremo. O estado pretende se impor com virulência — na base da agressão, se necessário — como o soberano absoluto de toda a sociedade, e não está disposto a tolerar divergências de qualquer natureza. Com o despótico mandatário Xi Jinping no poder, a China vive o alvorecer de uma nova era de homogeneização forçada, tirania, brutalidade e sofrimento, que infelizmente parece estar apenas começando.

Artigo publicado na edição mais recente na revista Atualidades, de Santa Rosa (RS)

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.