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Brasil — Um país sem liberdade econômica

Brasil — Um país sem liberdade econômica

A percepção do Brasil como um país capitalista é completamente falaciosa e destituída de méritos. O Brasil sempre foi um país com economia estatizada, com um tórrido, insólito, hostil e exacerbado nível de burocracia, e isso por si só explica porque somos um país miserável, retrógrado e terrivelmente atrasado. Quando o ditador fascista Getúlio Vargas tomou o poder em 1930, um degradante processo de subversão estatal passou a exercer completo e total controle sobre o sistema econômico, e, a partir deste período, um diagrama político desenvolvimentista – fomentado por um perverso e autocrático sistema deferido por empresas estatais – instaurou-se no país, conferindo poderes plenipotenciários ao estado brasileiro, em nome de um nacionalismo utópico, que tinha por trás de suas arrevesadas intenções um propósito muito mais sórdido e egoísta: conferir a determinadas oligarquias o domínio absoluto e o completo controle sobre todas as riquezas e todos os recursos minerais existentes em território nacional. Com uma economia completamente cartelizada pelo estado, onde o corporativismo e o favoritismo são uma inquebrantável realidade predominante, acabamos soterrados por um ambiente opressivo e asfixiante, completamente insalubre para os negócios, e, desta forma, o estado busca ganhar com a miséria do cidadão brasileiro através de um sistema de exorbitantes tarifas extorsivas, que sugam o poder aquisitivo do indivíduo, com o objetivo de deixa-lo deliberadamente mais pobre, e cada vez mais dependente do sistema. Isso ocorre, sobretudo, com quem deseja empreender.  

O Brasil é um país que tem todo o seu centro de gravidade estabelecido sobre a burocracia estatal, e desta maneira, a iniciativa privada fica refém de um sistema centralizado, cujos principais vetores são espoliação e extorsão sistemáticas. Como um país que ocupa o 153º lugar no índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, o Brasil é um país que possui um diagrama econômico corporativista restritivo, onde não apenas a liberdade econômica é inexistente, como também o livre mercado não passa de uma deprimente e delirante utopia.

Não obstante, podemos e devemos exigir liberdade econômica. Este é o verdadeiro instrumento pelo qual um país pode alcançar a prosperidade. Depender do estado para tudo é o que causa a nossa desgraça. Os psicopatas políticos ficam a cada dia mais ricos, e este sistema no qual vivemos beneficia única e exclusivamente a eles, a elite política que tem acesso a tudo, e priva o cidadão brasileiro de adquirir as ferramentas para alcançar prosperidade material e êxito profissional, para deliberadamente mantê-lo escravo da pobreza. 

No Brasil, a iniciativa privada sofre com excessivas taxações, e um sistema tributário extorsivo e violento. Por isso as empresas não crescem e a estagnação econômica é tão agressiva. Para piorar, o que não falta em nosso país são militantes deploráveis e ociosos que estão sempre exigindo mais intervenção governamental, à despeito de vivermos em um estado totalitário, que executa um grau de intervencionismo absurdo na economia, não deixando margem para a liberdade existir.  

Monopólios, oligopólios, corporativismo, agências reguladoras e reservas de mercado artificiais são componentes da anatomia econômica nacional, que sufocam completamente a livre iniciativa, e enriquecem um estado cada vez mais expansivo, voraz e espoliador. O que nós precisamos é de liberdade econômica, e não de mais estado. A função primária do estado é empobrecer o brasileiro comum, e enriquecer os burocratas que estão no poder. Se isso continuar, a miséria simplesmente se aprofundará. Paradoxalmente, sempre haverão indivíduos dispostos a pedir mais estado, para solucionar problemas que o próprio estado cria. Como se existisse no estado algum interesse em atender às reivindicações populares, e saciar as expectativas e necessidades do cidadão comum. Não é apenas falta de lógica, é falta de inteligência mesmo.

Conforme o estado se expande, a liberdade vai desaparecendo, e, com ela, a prosperidade também. Não pode existir êxito sem liberdade econômica, e sendo que esta se esvai a cada dia, na proporção em que o estado totalitário toma conta de tudo, as oportunidades vão gradualmente desaparecendo. 

O estado sempre foi um grande anátema para nós brasileiros, o responsável por todas as desgraças que nos acometem. Não obstante, o cidadão deposita suas esperanças em psicopatas políticos e em demagogos populistas que tudo prometem e nada executam. O jogo não vai virar nunca a nosso favor, a não ser que tenhamos mais mercado e menos estado. Precisamos de liberdade para agir, criar e empreender. A sociedade não precisa de políticos. É lastimável que o brasileiro ainda não tenha descoberto essa verdade fundamental, que – caso aplicada – melhoraria sua qualidade de vida instantaneamente. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.