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Brasil – Um excruciante labirinto de custos e burocracia para se chegar ao empreendedorismo

Brasil – Um excruciante labirinto de custos e burocracia para se chegar ao empreendedorismo

O governo brasileiro – especialmente desde a época do pernicioso socialdemocrata FHC – possui uma mentalidade extremamente antiempreendedora. Empreender no Brasil é muito difícil, e isso explica em grande parte o problema da pobreza no Brasil. 

Como o estado coloca inúmeros e excruciantes obstáculos ao empreendedorismo, o indivíduo não possui incentivos ou estímulo para empreender no Brasil. Pelo contrário: ser empreendedor gera custos e dívidas, de maneira que muitos talentosos empreendedores estão estudando opções mais viáveis de carreira. Outros pensam em se estabelecer no exterior, em função das dificuldades existentes por aqui. Por essa razão, toda uma nova geração de empreendedores está deixando o Brasil, em busca de ambientes mais propícios para criar, inovar e empreender. 

Para que o leitor entenda do que estamos falando, vamos fazer uma breve comparação com países de primeiro mundo. Para um indivíduo registrar uma empresa no Chile, ele necessita de apenas um dia, e isso é realizado gratuitamente. O processo é rápido e simples. Na Nova Zelândia, é ainda mais rápido. Leva apenas três horas, pode ser feito pela web, e também é gratuito. No Brasil, por outro lado, além do processo ser extremamente demorado – leva quase três meses – os custos iniciais são exorbitantes, podendo chegar a dois mil reais, isso se for um empreendimento modesto. Onde está o incentivo? O empreendedor nem iniciou o seu negócio, ainda não tem lucro ou faturamento, e o estado já começa a confiscar suas riquezas antes mesmo da empresa estar em atividade. Muitas vezes, o valor solicitado é todo o capital de giro do empreendedor. A gananciosa e extorsiva voracidade financeira do estado é uma das inúmeras metástases que matam a atividade empreendedora ainda no seu estágio inicial.

No entanto, isso não é tudo. O empreendedor ainda é acossado por uma vultuosa e sardônica espiral de burocracia, que o impede, por completo, de ser devidamente produtivo, e dar atenção às prioridades do seu negócio. Tendo que obrigatoriamente desperdiçar o seu tempo e recursos em cartórios, escritórios de contabilidade e repartições públicas, é necessário sofrer um certo grau de insanidade para aceitar o fardo terrivelmente insalubre que é ser empreendedor no Brasil.  

Como o estado faz de tudo para desestimular, obstruir e destroçar o empreendedorismo ainda na fonte, não devemos estranhar o fato do Brasil ser um país extremamente pobre. Como empresas – que são fontes de renda e produtividade – são destruídas ainda no nascedouro, e a grande maioria que sobrevive aos obstáculos iniciais eventualmente encerrará as atividades mais cedo ou mais tarde, empregos deixam de ser gerados, o que irá, invariavelmente, aumentar a pobreza e o número de desempregados.  

Infelizmente, isto gera uma reação em cadeia de precariedade, que difunde pobreza, provoca um acréscimo na criminalidade – de pequenos furtos a assaltos – e faz a população solicitar mais estado e assistencialismo. Com uma população extremamente dependente, os indivíduos que estão no poder dão as cartas de um corrosivo jogo, onde eles são as autoridades que definem o destino de toda a sociedade.

Este problema não é novo no Brasil. No entanto, ele só vem piorando. De maneira que toda uma nova geração de empreendedores fica muito entusiasmada com a possibilidade de deixar o país – e estão fazendo isso em um ritmo acelerado –, ao contemplar os resultados que podem ser obtidos em países desenvolvidos, que são contrários à retrógrada, arcaica e obsoleta mentalidade estatizante que vigora hoje no Brasil, e que é a grande responsável pelo atraso monumental que experimentamos em nosso país. Suas consequências são igualmente devastadoras para a economia e o desenvolvimento humano.   

A solução para isso seria exigir liberdade do estado, que nos mantem cativos dos grilhões escravagistas do estatismo político, prejudicando enormemente todas as possibilidades de progresso da sociedade. Se reformas econômicas liberalizantes fossem implementadas, em um ano, o índice de prosperidade financeira e material do brasileiro já seria drasticamente diferente, muito mais elevado, se comparado com o seu parâmetro atual. Se isso – sem dúvida nenhuma –, alavancaria o desempenho pessoal do indivíduo e revitalizaria o capital humano da sociedade brasileira de uma forma geral, por que estas medidas não estão sendo implementados, ou, pior ainda, sequer discutidas? A quem interessa o retrocesso? A quem interessa manter a sociedade em um estado de escravidão permanente, refém da miséria, da pobreza e da servidão? A quem interessa que o cidadão brasileiro continue se deteriorando em uma situação de lastimável precariedade, destituído de praticamente tudo? A quem interessa manter o indivíduo como refém permanente do estado?

A verdade, dita de forma simples e direta, é que o desenvolvimento da sociedade – e sua subsequente independência – assusta o estado, e compromete suas corrosivas ambições autoritárias sobre a população. O estado é a grande engrenagem que mantém todos os cidadãos brasileiros em um estado de servidão permanente, pobres escravos pagadores de impostos, cujos parcos rendimentos – que já são escassos – devem sustentar a elite política e manter o seu padrão de vida magnânimo e suntuoso, que está muito acima do que, nós, meros mortais acostumados com o básico, seríamos capazes de conceber.  

Artigo originalmente publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 15 a 17 de agosto de 2018. 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.