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Bandidolatria e Politicolatria

Bandidolatria e Politicolatria

Um dos grandes problemas dos brasileiros – problema que não é novo, muito pelo contrário – é a exacerbada idolatria que a população não cansa de devotar a toda espécie de criminosos, especialmente à classe política, que nada mais é do que uma casta mais sofisticada e elegante de contraventores. É, também, por excelência, a mais covarde. Ao contrário do criminoso convencional, que ao menos tem coragem de abordar as suas vítimas cara a cara, o político pratica o assalto de forma indireta, valendo-se, para isso, da máquina estatal.

A bandidolatria, fantástica herança dos ativistas e militantes dos direitos dos manos, que ao invés de buscarem fazer algo de verdadeiramente útil em suas vidas – como trabalhar, constituir família ou serem úteis à comunidade –, se prestam a defender toda a sorte de delinquentes e assassinos, acabou por estabelecer sobre a sociedade brasileira uma profunda e corrosiva inversão de valores, onde os bandidos são as vítimas, e a sociedade, de uma forma geral, – especialmente a polícia – são os malfeitores. Não obstante, este é um fator tão profundamente arraigado à sociedade brasileira de uma forma geral, que dispensa maiores comentários.  

Esta gente depravada e satânica – os ativistas da sociedade protetora dos marginais –, ao difundir e estabelecer uma divisão entre vítimas e culpados – onde as verdadeiras vítimas são os culpados, e as supostas vítimas são os verdadeiros culpados –, gerou uma tão profunda e avassaladora distorção nos valores nacionais, que culminou em uma quase irreversível degradação da sociedade brasileira.

Dezenas de policiais morrem – tanto durante o serviço, quanto fora do expediente – diariamente, no país inteiro. Mas eles não recebem as mesmas glórias e honrarias, tampouco os mesmos direitos, de marginais que morrem praticando assaltos, crimes e toda a sorte de contravenções. Policiais que morrem, no abnegado sacrifício de tornar a sociedade um lugar mais seguro, são deliberadamente ignorados, em benefício de indivíduos completamente destituídos de valor, que vivem para executar os mais infames, sórdidos e nefastos atos de maledicência.

Como bem sabemos, os ativistas dos direitos dos manos alegam que os criminosos são “vítimas da sociedade”. Tiveram infâncias difíceis, uma educação precária, foram abandonados pelos pais, viram-se sujeitos a toda a sorte de traumas e adversidades, além de pobreza e ostensiva miséria. Como quase todas as pessoas deste mundo. Não obstante, a grande maioria optou por levar uma vida exemplar, honesta e correta. Afinal, uma vida de decepções e sofrimentos – algo inerente à condição humana, que acomete a todas as pessoas, em graus variados, evidentemente – não justifica uma vida de crimes e contravenções.

Os defensores de marginais, delinquentes e assassinos esquecem de algo muito importante, chamado responsabilidade individual. Algo que todos nós possuímos. Somos responsáveis por todos os nossos atos e atitudes, por tudo aquilo que fazemos e não fazemos. Defender criminosos e lutar para que contraventores cumpram penalidades insignificantes pelos crimes que cometeram, sendo reinseridos à sociedade depois de um ínfimo tempo de reclusão, até mesmo quando cometem atrocidades inimagináveis, é infantilizá-los. Todo e qualquer indivíduo deve aprender que seus atos têm consequências, e que devem arcar com cada uma delas. Especialmente as ruins.

Hoje, a sociedade brasileira está refém de criminosos que podem agir livremente, com a certeza da impunidade. A “justiça” está do lado deles. Cada vez mais se cobra da polícia, e absolutamente nada dos delinquentes, que usufruem de condições cada vez mais confortáveis e seguras para praticar toda a sorte de delitos. Recentemente, um dos projetos em pauta no senado federal irá discutir a possibilidade das forças policiais passarem a usar armas com menor poder de letalidade. O que é, no mínimo, um absurdo. E se o cidadão, para mitigar sua sensação de insegurança, decidir comprar uma arma, estará infringindo a lei. Uma lei arbitrária, assassina e satânica, que faz o impensável e o impossível para resguardar, proteger e defender criminosos. E negligenciar, de todas as formas e maneiras possíveis, o cidadão comum, correto e honesto. Sintomas típicos de um Brasil progressista, completamente contaminado pelo garantismo penal.    

Mas, como se idolatrar, salvaguardar e defender criminosos fosse pouco, o brasileiro também venera e glorifica com entusiástica paixão religiosa os seus políticos favoritos. Em sua mortificante ingenuidade – para não usar uma palavra pior, como burrice –, o brasileiro realmente acredita que a classe política se importa com o cidadão comum, e deseja apoiar o seu eleitorado, com todo o fervor angelical de sua ternura paterna. Esta maneira de encarar a classe política, além de ser infantil, é ostensivamente ingênua. O brasileiro esquece que partidos políticos são, de fato, organizações criminosas, e que políticos são mentirosos patológicos desesperados pelo poder. Na ânsia absurda de conquistar um cargo público que lhe conceda benefícios, influências e privilégios, políticos contarão todo o tipo de mentiras e farão as promessas mais fantasiosas e irrealistas ao seu eleitorado. Infelizmente, o brasileiro é uma raça fácil de ser enganada e ludibriada. Como não possui praticamente nenhum discernimento ou capacidade de raciocínio, sendo incapaz de diferenciar o discurso do caráter e da moral – tanto pública quanto pessoal –, do seu político de estimação, o eleitor não consegue distinguir a versão de palanque do verdadeiro indivíduo por trás dos comícios. E, assim, permanece sendo indefinidamente enganado por ele e pela sua coalizão partidária, bem como por toda a rede de intrigas, influências e interesses que existem por trás.

O brasileiro ainda não aprendeu a olhar de forma sorrateira e objetiva o que existe além das aparências, tampouco tem aptidão suficiente para perscrutar o que de fato há por detrás das cortinas do jogo de cena político. Desta forma, continuará, ingenuamente, não apenas acreditando, como venerando, glorificando e idolatrando políticos, que, na verdade, constitui a classe de criminosos mais sádicos, depravados, dissimulados e sofisticados que existem em nosso país. E, de quebra, usufruem de incomensurável prestígio, glória e apoio popular.

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.