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Atila Tavarindo diz que só tomará vacina se ela for aplicada na bunda

Atila Tavarindo diz que só tomará vacina se ela for aplicada na bunda

O fantástico poder de Átila Tavarindo de defecar conhecimento não possui limites. Desde que começou sua formidável carreira de cientista no submundo místico da pornochanchada sanitária, Átila Tavarindo — com sua cara de churrasqueiro bonachão orgulhoso de seu recém adquirido diploma de sacerdote da cientologia, famoso por ter um canal no Youtube onde fala coisas sensíveis sobre a natureza, sendo também conhecido mundialmente por frequentemente publicar frases de sabedoria no Twitter dignas de um Leandro Karnal entorpecido de heroína — não cansa de levar iluminação e conhecimento a um mundo de trevas e escuridão, que estaria absolutamente perdido sem a sua fabulosa, redentora e lacradora intervenção. Felizmente, temos Átila, um guerreiro destemido ao nosso lado, que com todo o seu audaz, pertinente e experimentado conhecimento, consegue nos salvar de nossa terrível ignorância. 

Recentemente, esse grandioso, esclarecido e rechonchudo cientista de Twitter — que ocupa cargo de alta patente no Ministério da Quarentena como sacerdote da seita covidiana — escreveu um artigo intitulado Autoritarismo Necessário — Ou será preciso calar as vozes antivacina ou tornar a vacina compulsória, onde nosso nobre, gracioso e seboso orangotango do conhecimento profere contundentes axiomas progressistas em favor de uma ditadura sanitária, onde ele será o supremo redentor máximo da saúde humana, para honra e glória de todos os seus discípulos, que é claro, somos nós, meros mortais. No seu artigo, Átila define tudo o que nós podemos e não podemos fazer, para nossa graça e salvação. Sua incomensurável preocupação altruísta com a saúde de todos os brasileiros faria o próprio Pablo Escobar chorar, soluçando sem parar até o amanhecer.  

Em seu artigo, Átila defende uma ditadura do bem, um autoritarismo amigo, de colega, de irmão, onde ele define tudo o que é melhor para a sociedade; para proteger os indivíduos das suas próprias escolhas, Átila não conhece limites. Ele realmente quer cuidar de todos nós como se fôssemos os seus filhos queridos. É só obedecermos cegamente a tudo o que ele diz, e a redentora utopia sanitária prometida pela Secretaria do Distanciamento Social começará na semana que vêm. Ninguém nunca mais vai morrer. Sob as asas de Atila, o Salvador, viveremos todos para sempre na mais perfeita e impecável segurança. 

Como Átila —  um autêntico Mário Sergio Cortella de fraldas — sabe mais do que todo mundo, em seu glorioso e fenomenal artigo, nosso revigorante cogumelo da sapiência humana não hesita em proferir sentenças e aforismos contundentes, com a proverbial autoridade de um atleta viciado em crack.

Do elevado pedestal de sua sensacional sabedoria tupiniquim, Átila sabe muito bem que as pessoas não podem ter livre-arbítrio, nem o direito de escolha sobre os seus próprios corpos, porque nosso estupidificante, porém relativamente redondo avatar do conhecimento humano — esse formidável erudito dos contos de fadas progressistas sobre duas patas chamada Átila Tavarindo —, sabe perfeitamente que é melhor todo mundo se vacinar à força, porque assim ele vai ficar contente, vai continuar famoso e todos os progressistas lacradores da internet que acompanham ele no Twitter vão continuar achando que ele é um ousado e excepcional herói. O provável candidato a maior brasileiro do século 21. 

A essa altura, o mundo inteiro sabe que Átila Tavarindo é um campeão humanitário do bem, um autêntico seguidor da sabedoria do Butantã, o precioso e imaculado cientista do futuro que é a sensação estatal do momento, um verdadeiro He-Man de sapatênis acima do peso. Com a perspicácia de um frasco de azeitonas, o conhecimento de um jogador de frescobol vitaminado e o intelecto de um hipopótamo sonolento, Átila Tavarindo mostra todos os dias que sabe mais do que todo mundo, porque ele faz vídeos sobre tartarugas no Youtube e opina sobre vacinas que ele nem sabe como foram produzidas ou adquiridas, mas ele tem uma fé transcendental de que elas irão funcionar, porque — além de não precisar de evidências concretas porque ele confia na sua intuição de guru do mundo sobrenatural — se ele duvidar da eficácia da vacinas, podem acusá-lo de ser antivacina, e Átila choraria convulsivamente diante de tal infâmia. Além do mais, sendo o atual queridinho do establishment, Átila não pode se dar o luxo de desapontar os seus patrões. Como o bom buldogue manso do sistema que ele é, ele deve fazer exatamente tudo aquilo que os seus donos mandarem. 

De qualquer maneira, ele sabe tudo. Para tudo dar certo, basta confiarmos nele. No momento em que Átila nasceu, o mundo se tornou um lugar mais festivo, mais alegre, mais científico, e também mais seguro. Todo mundo sabe disso. Quando Átila nasceu, Oswaldo Cruz o consagrou com um beijou na testa. Naquele momento, o mundo foi abençoado com um gracioso e feliz guru do conhecimento e a ciência ganhou um fanfarrão twitteiro sorridente e infalível. Portanto, tornou-se evidente que precisamos obedecer o Átila urgentemente em praticamente todas as questões. Faça um favor a si próprio, e — antes de tomar qualquer decisão em sua vida — consulte o Átila no Twitter primeiro.   

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.