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A ameaça do domínio global chinês - Uma realidade?

A ameaça do domínio global chinês - Uma realidade?

Entender a expansão e a necessidade dos chineses em dominar o globo terrestre pode nos ajudar muito a compreender a geopolítica internacional, e toda a tensão que está sendo gerada pela expansão da China ao redor do globo terrestre, principalmente sob prerrogativas econômicas. Conforme a China se expande, o autoritarismo ganha plenos poderes, e o mundo se dirige cada vez mais para uma sociedade de controle, onde o estado não apenas se dilata de forma absoluta e intrusiva na vida dos cidadãos, mas passa a controlar completamente suas vidas, eventualmente se convertendo em uma ameaça aterradora. Compromete liberdades individuais, crenças, o direito de ir e vir, e por fim, até mesmo a vida. Hoje, o governo totalitário da China não fica em débito com relação a Coréia do Norte – que não passa de um estado satélite da China –, com relação ao totalitarismo, sendo comparativamente um pouco menos autoritária. A diferença é que, sendo capitalista na economia, os chineses tem mais liberdade econômica que os norte-coreanos. Mas toda e qualquer percepção de liberdade termina aí. Analistas políticos afirmam que a China contemporânea não passa de uma ditadura maoísta, com os benefícios adicionais do capitalismo.

Recentemente, até mesmo as relações diplomáticas entre a China e a Austrália – que começaram a mais de quarenta anos – estremeceram quando representantes do governo australiano acusaram a China de estar espionando o país com o seu aparato de inteligência, além de patrocinar jornalistas, e financiar políticos e empresários para influenciarem a política australiana em benefício dos interesses políticos e econômicos chineses. Ainda que muitas destas acusações não tenham sido integralmente comprovadas, a invasão chinesa sobre a geopolítica internacional não é segredo algum, e seus planos globais estendem seus tentáculos também sobre o Brasil, onde o presidenciável Ciro Gomes é apadrinhado pelo Partido Comunista Chinês.    

Os planos de soberania econômica da China não se restringem a construção da rota da seda – com sua ferrovia transcontinental que deverá ligar os cantos mais remotos da Ásia às capitais europeias –, tampouco à dominação de todo continente asiático. Diversas medidas para reter um absoluto controle da população estão sendo rigidamente implementados, e, sendo um governo autoritário, a hostilidade a religiões é igualmente notável. O governo chinês recentemente anunciou que pretende reinterpretar a Bíblia, e oferecer uma espécie de versão governamental do cristianismo; o que será, na melhor das hipóteses, uma distorção completa da religião cristã. Além dos cristãos, integrantes de uma crença conhecida como Faloun Gong são abertamente hostilizados e perseguidos pelo governo, e muitos deles são sequestrados para serem mortos, e terem seus órgãos retirados e vendidos no mercado negro.      

A influência da China no panorama geopolítico internacional – longe de ser algo benéfico – é inevitável, e passará a afetar, em diferentes níveis, cada vez mais pessoas ao redor do globo. Diversos países da região, como Coreia do Sul e Taiwan, além de regiões administrativas especiais da China – como Hong Kong e Macau, que usufruem de relativa independência e autonomia – já estão sentindo de forma cada vez mais irascível a nefasta e perniciosa influência do autoritário e dominador dragão asiático.   

Tudo isto foi brutalmente potencializado com a ascensão política de Xi Jinping, o atual presidente da China, hoje considerado um dos líderes políticos mais poderosos do mundo. Visto como um homem de estado arrojado e objetivo por determinados segmentos da política internacional, um de seus grandes objetivos tem sido o sistemático combate à corrupção. Não obstante, há quem diga que o combate à corrupção não é genuíno, e o autocrático dirigente chinês está trabalhando apenas pela manutenção do seu poder.

O ativista chinês Bao Taong afirmou:

“É uma seletiva campanha anticorrupção. Sua natureza é a seletiva proteção da corrupção. Quando você expurga alguns oficiais corruptos, você está protegendo outros. Você protege o sistema corrupto, e você protege pessoas corruptas que apoiam você.”

Com a sistemática e ininterrupta expansão do dragão asiático, nada será como antes. É hora de avaliar e ponderar de forma objetiva como as relações com a China afetarão o Brasil no futuro próximo.

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.