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Por que a social democracia é um sistema governamental insustentável?

Por que a social democracia é um sistema governamental insustentável?

Uma das características mais básicas do estado de bem-estar social – em especial o modelo europeu –, também conhecido como social democracia, é o fato de que, assim como o socialismo convencional, ele funcionará apenas por um determinado período de tempo. Todas as deficiências inerentes à sua anatomia estrutural não permitem que o estado de bem-estar social funcione indefinidamente. Mas essa é uma questão que seus proponentes raramente se atrevem a debater ou levar em consideração.    

O estado de bem-estar social poderia funcionar por um tempo consideravelmente extenso se a população se mantivesse em um crescimento exponencialmente elevado, que deveria ser sempre proporcional à própria expansão demográfica. Esta, por sua vez, deveria ser constante, pois assim, existiria uma enorme parcela tributável de indivíduos, cujas riquezas confiscadas na forma de impostos garantiriam a manutenção do estado de bem-estar social, que, por sua vez, “cuidaria” de tudo e de todos “gratuitamente”, do berço ao túmulo, por meio de inúmeros benefícios. Para tanto, os países nórdicos – Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia – são constantemente citados como "magníficos" exemplos de "sucesso" da social democracia. O que os proponentes da social democracia não levam em consideração, no entanto, é que eventualmente, este arranjo governamental acaba se desmantelando, em decorrência da espiral de gastos públicos incomensuráveis que acabam se acavalando, e gerando a necessidade de se alimentar a máquina púbica com cada vez mais recursos, em função do constante e infindável crescimento da demanda por benefícios. O resultado desta equação será sempre o mesmo: o completo e total colapso do sistema.   

A começar pela população, que deveria expandir-se constantemente. Apenas com um grande número de pagadores de impostos o estado de bem-estar social pode se manter. Não obstante, na contramão do socialismo padrão, não pode haver obstáculos para a geração de riquezas. Para abrir ou registrar empresas, a burocracia teria de ser mínima – melhor ainda se for inexistente –, e todas as facilidades concernentes ao sistema de livre mercado teriam de ser garantidas. Apenas garantindo a facilidade da criação e da geração de riquezas através de um ambiente de intensa prosperidade, o governo seria capaz de cobrar uma alta carga tributária dos seus cidadãos, para sustentar todos os benefícios e garantias oferecidos à população. Resumindo, riquezas teriam de ser criadas pelo setor produtivo da sociedade com a mesma velocidade com que são confiscadas pelo estado assistencialista. Se fosse possível manter a máquina da criação de riquezas em acelerado processo de crescimento, assim como a taxa de natalidade da população, o arranjo não seria tão inviável. Mas é impossível manter a ambos, e ainda assim, saciar um estado que vive para confiscar e redistribuir renda.

O resultado deste experimento será uma verdadeira bola de neve, que eventualmente irá exaurir os recursos do governo (ou melhor, a fonte onde ele extrai esses recursos – a prosperidade econômica e o cidadão pagador de impostos), especialmente se a expansão demográfica populacional se mantiver estagnada. Com o crescimento da população, especialmente a de idosos, o governo deverá logicamente realizar uma extensão dos benefícios assistencialistas. Por conseguinte, os subsídios necessários para oferecer tais garantias terão de vir, inadvertidamente, dos impostos cobrados da população. A não ser que a população aumentasse proporcionalmente, na mesma medida em que os cidadãos mais idosos vão envelhecendo, e, portanto, vão deixando o mercado de trabalho, e consequentemente, deixando de ser cidadãos tributáveis para se tornarem cidadãos dependentes dos benefícios para os quais o governo confisca a riqueza de indivíduos produtivos, grandes multidões de jovens devem estar simultaneamente ingressando no mercado de trabalho constantemente, diariamente, para rapidamente tornarem-se tributáveis, e assim continuarem a bancar o estado de bem-estar social. Mas raramente a população de jovens cresce na mesma proporção que a população de idosos. O que acontece é justamente o contrário, acima de tudo nos países nórdicos.    

Ainda que o estado de bem-estar social possa apresentar algumas vantagens iniciais, esse tipo de sistema governamental é efêmero, e tende a durar apenas um determinado período de tempo, assim como o socialismo tradicional, embora não seja tão corrosivo quanto este. E o que muitos proponentes deste modelo esquecem, é que um país só pode adotar a social democracia apenas depois de ter acumulado muita riqueza. E ele deve ser imperiosamente produtivo e liberal, para conseguir ser próspero o suficiente para desenvolver-se, e, ao memo tempo, ter parcela significativa de suas riquezas confiscadas pelo estado. Dificuldades ou burocracia em excesso para se abrir ou registrar novas empresas poderiam inibir esforços produtivos, e desanimar novos empreendedores, o que faria o sistema colapsar ainda mais depressa.

Social democracia é uma forma de socialismo. Não funciona e jamais irá funcionar. É o que está fazendo não apenas os países nórdicos, mas toda a União Europeia desabar, em função do incomensurável e destrutivo fardo que todo estado assistencialista representa para sociedades produtivas.

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.