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Existe real possibilidade de intervenção militar?

Existe real possibilidade de intervenção militar?

Clamor por intervenção militar cresce, proporcional ao caos governamental e social do país

Nos últimos meses, o Brasil viu crescer exponencialmente, pelo país inteiro, o movimento intervencionista – existente há vários anos –, que clama por um retorno dos militares ao poder, para colocar fim ao caos institucional que reina de forma indecorosa no país. Tendo ficado muito evidente que os três poderes – executivo, legislativo e judiciário – foram sumariamente sequestrados por pérfidas e ignominiosas oligarquias criminosas –, o reinado de terror, caos e flagrante impunidade perpetrado pelas mesmas faz com que a população, sem opções e sem ter a quem recorrer, pois para o cidadão brasileiro comum não existe representatividade alguma na esfera governamental, clame por socorro, e as forças armadas são o seu último baluarte na execução da justiça.

A recente mudança de comando na Polícia Federal, as tentativas cada vez mais sórdidas e agressivas para se boicotar a Operação Lava Jato e a vociferante e ilícita cumplicidade do STF para com a ORCRIM não colocam nenhuma dúvida com relação ao fato de que não apenas a classe política brasileira está completamente apodrecida, mas todo o sistema está irremediavelmente putrefato e comprometido. Uma limpeza geral é extremamente necessária. Para muitos, já passou da hora de realiza-la, e julgar todos os criminosos corruptos por lesa-pátria é fundamental para a instauração de um mínimo de ordem e civilidade no país.

Diversas regiões da nação estão próximas a uma guerra civil, e no Rio de Janeiro, isso torna-se muito evidente. Com uma intervenção federal em andamento, a guerra ao narcotráfico, que transformou diversas regiões da cidade “maravilhosa” em verdadeiras zonas de guerra, bem como os recentes escândalos do governo estadual, envolvendo indivíduos como Picciani, Albertassi e instituições como a ALERJ, demonstram de forma factível e incontestável o derradeiro caos no qual diversas regiões do país estão irremediavelmente afundando. Com um grande número de políticos e agentes públicos enterrados da cabeça aos pés em atividades ilícitas, que compõem verdadeiros cartéis da criminalidade institucionalizada, algo potencializado pela declaração do ministro da justiça Torquato Jardim, que afirmou que “comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio”, evidenciam indefectivelmente que uma intervenção militar sistemática é a única derradeira solução para a crise monumental que corrói, desestabiliza e enfraquece o país, afetando severamente algumas regiões, mais do que outras. Com uma classe política letárgica, apática e sonolenta, completamente indiferente às necessidades da população, que governa única e exclusivamente para si própria, nada seria mais propício do que destituí-los de seus cargos, encarcerar a todos os que estão envolvidos em corrupção, e fazer com que devolvam aos cofres públicos tudo aquilo que acumularam em decorrência de atividades ilícitas.  

A palestra dada pelo militar Hamilton Martins Mourão, general do exército brasileiro, na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, há aproximadamente dois meses, sobre a possibilidade de uma intervenção militar em escala nacional, fez grande parte da classe política manifestar-se negativamente. O que é compreensível, afinal, os indivíduos que ocupam cargos políticos não querem perder o poder, os monumentais salários e os incomensuráveis privilégios proporcionados por esse poder, e, o mais importante de tudo, não desejam ser expropriados das fortunas que conquistaram ilicitamente, e tampouco desejam ir para a cadeia. Uma intervenção militar implicaria na completa e total destituição de tudo aquilo que os oligarcas políticos conquistaram para si próprios depois de anos no poder. E eles não estão dispostos a abrir mão disso.

O fato de que temos um réu condenado como possível candidato à presidência da república, no entanto, é um dos fatores mais graves, deploráveis e excruciantes que poderia ocorrer na história política de nosso país no presente momento, e inviabiliza completamente toda e qualquer possibilidade de tentarmos construir uma nação séria. Como a candidatura de Lula ainda não foi impugnada, e por questões burocráticas, o TRF-4 pode não ser capaz de revogá-la a tempo, a possibilidade de que um demagogo populista corrupto torne-se o próximo presidente tem grandes possibilidades de levar o Brasil a uma guerra civil. 

Uma intervenção constitucional militar seria acompanhada de grandes dificuldades posteriores. Depois que ela estivesse consumada, diversos setores da esquerda, da imprensa internacional e da política global acusariam os militares de golpe, mesmo que estes contassem com o apoio de grande parte da sociedade civil. Assim como ocorreu durante o regime militar brasileiro, grupos guerrilheiros armados de esquerda dariam início a violentas e beligerantes campanhas de insurreição, que incluiriam atentados terroristas, e toda a sorte de atos violentos seriam deflagrados por estes grupos, em uma tentativa de reconquistarem o poder. Nós veríamos uma repetição, mas em escala muito maior, do que ocorreu durante o regime militar, que combateu diversos grupos terroristas de esquerda, como a ALN, VAR-Palmares, COLINA e Vanguarda Popular Revolucionária, entre muitos outros. Grupos que matavam civis desarmados, realizavam assaltos a banco, sequestravam embaixadores e executavam atentados terroristas em quartéis,  aeroportos e lugares públicos, entre muitas outras atividades criminosas. 

Uma intervenção militar não seria algo fácil de concretizar. As ações posteriores à tomada de poder seriam ainda mais importantes para garantir a paz e a manutenção da ordem social. Para que se atingisse um nível razoável de pacificação, a repressão teria que ser ostensiva, aguerrida e generalizada. Partidos políticos teriam que ser encerrados, e os setores mais radicais da esquerda teriam que ser ardorosamente combatidos e impreterivelmente eliminados. A reação negativa, tanto doméstica quanto internacional, recairia com uma pressão inexpugnável sobre os militares brasileiros.

Não obstante, a necessidade de intervenção militar existe. A população clama por socorro, e anseia ver um fim à anarquia institucionalizada que se instaurou de forma profunda nos três poderes, completamente criminalizados. Por mais difícil que seja, ela se faz duramente necessária. É fundamental para conseguirmos escapar da excruciante e deplorável instabilidade que os maléficos e perniciosos governos de esquerda descortinaram sobre o país, tentando assim resgatar uma relativa e salutar normalidade, que a classe política persiste em negligenciar, em sua intransigente e criminosa insistência em extorquir, dilacerar e destruir o país.  

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.