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A Nefasta Conflagração de uma Guerra

A Nefasta Conflagração de uma Guerra

Em uma recente declaração pronunciada na ONU, o presidente norte-americano Donald Trump repetiu as ameaças dirigidas anteriormente ao regime belicista da Coréia do Norte, exigindo que a comunidade internacional corte relações em definitivo com o reino eremita, em uma tentativa de intensificar o isolamento da nação comunista. Ignorando todos os acordos internacionais, o governo de Pyongyang continua a efetuar testes com armamentos atômicos, em operações que não raro violam o espaço aéreo e marítimo do Japão e da Coréia do Sul, o que tem preocupado sobremaneira os países vizinhos, e contribuído para acirrar as tensões na região. O Japão, nos meses recentes, passou a tomar medidas preventivas para proteger a população de possíveis ataques. 

O que o mundo pode estar prestes a testemunhar pode ser compreendido como a derradeira conclusão de um sangrento e insidioso conflito, ocorrido entre 1950 e 1953, pouco depois das Coreias terem se tornado nações soberanas. Assim como a Alemanha depois da Segunda Guerra, a Península da Coréia também foi dividida entre os aliados. Desta maneira, enquanto os Estados Unidos tornou-se o protetor e o principal provedor da Coréia do Sul, a União Soviética assumiu o mesmo papel em relação a Coréia do Norte. Evidentemente, como não poderia deixar de ser, ambos os países implantaram em seus respectivos protetorados formas de governo exatamente iguais as suas. Por isso, a Coréia do Sul tornou-se uma democracia capitalista, enquanto a Coréia do Norte tornou-se uma ditadura comunista isolada e opressiva. Ao deixarem a Península da Coréia, permitindo que as respectivas nações recém-criadas começassem a se governar de forma independente, as discrepâncias e as incompatibilidades entre ambas, bem como suas divergentes formas de governo, logo se tornaram um enorme problema político, que invariavelmente resultou na conflagração de uma terrível e violenta guerra, com uma Coreia tentando suplantar a outra para assumir o controle de toda a Península. Apesar do armistício declarado em 1953, os dois países nunca formalizaram um acordo de paz, e as tensões permaneceram voláteis ao longo das décadas.

Com os testes nucleares realizados insistentemente pelo governo de Pyongyang, mesmo contra todas as resoluções da ONU e da comunidade internacional, a constante invasão de mísseis norte-coreanos sobre o espaço aéreo e marítimo do Japão e da Coréia do Sul serviu para agravar as tensões. De qualquer maneira, a Coreia do Norte mostrou ser uma beligerante e hostil potência militar, determinada a demonstrar o seu poder a qualquer custo. Não obstante, o governo de Pequim apesar de parecer comprometido em amenizar a situação potencialmente explosiva, não cortou laços diplomáticos e comerciais com a Coreia do Norte, o que tem deixado o governo americano profundamente consternado. Recentemente, Washington declarou que se Pyongyang continuar com sua hostil e prepotente arrogância bélica, atentando, mesmo que de maneira sutil, contra a soberania dos países vizinhos, os Estados Unidos estará pronto para deflagrar um ataque direto contra o reino eremita.

A resposta da Coreia do Norte não deixou por menos. Na Assembleia Geral das Nações Unidas, o ministro norte-coreano Ri Yong-ho afirmou que as declarações de Trump tornam ainda mais inevitável uma possível conflagração violenta entre suas respectivas nações. Como podemos constatar, as tensões, ainda que gradualmente, vem crescendo de forma indelével entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. O panorama político indica, de forma mordaz e pungente, que o estopim de um grande conflito é iminente. 

Artigo originalmente publicado na revista Atualidades, de Santa Rosa (RS), edição de nº 91, de novembro de 2017. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.