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A história reabilitou Pinochet?

A história reabilitou Pinochet?

Augusto Pinochet foi o ditador militar do Chile por pouco mais de dezesseis anos, de 1973 a 1990. Em 11 de setembro de 1973, uma coalizão das forças armadas, formada por integrantes do exército, da marinha, da aeronáutica e dos carabineros, a polícia nacional chilena, tomou o poder através de um golpe de estado, para impedir a ascensão de um regime totalitário de extrema-esquerda que invariavelmente se tornaria uma realidade, caso o presidente Salvador Allende — do Partido Socialista do Chile — permanecesse no poder.

Salvador Allende era um associado íntimo do ditador cubano Fidel Castro, responsável por ajudar a deflagrar diversas revoluções socialistas na África e na América Latina. Ambos se correspondiam com frequência. Em uma das cartas que escreveu para Fidel em determinada ocasião, Allende solicitou ao ditador cubano conselhos sobre como poderia permanecer no poder. Fidel respondeu a Allende que ele deveria controlar as forças armadas — algo que ele repetiria décadas depois para o ditador socialista venezuelano Hugo Chávez —, colocando nos cargos hierárquicos superiores homens leais de sua total confiança.

Foi exatamente o que fez Salvador Allende, ao colocar Carlos Prats como o comandante máximo das forças armadas. Foi Carlos Prats que frustou o Tanquetazo, a primeira tentativa dos militares de tomarem o poder. Ao ser incapaz de comprometer a segunda tentativa, no entanto — que ocorreu várias semanas depois, em setembro, e foi executada com êxito —, Carlos Prats percebeu que a derrocada de Allende era iminente, e por essa razão, ele se viu obrigado a fugir do país. Ele acabou sendo assassinado em Buenos Aires em 30 de setembro de 1974, pouco mais de um ano depois do golpe militar.

Pouco antes dos militares executarem o golpe de estado que os levou ao poder, o Chile já estava sofrendo as nefastas consequências das políticas socialistas implementadas pelo governo de Salvador Allende. Hiperinflação, desabastecimento, desemprego, escassez de alimentos, dilaceração econômica e produtividade em declínio estavam causando exacerbados tumultos e conflagrações sociais pelo país inteiro. A população estava em polvorosa e exigia uma solução imediata para os terríveis problemas que rapidamente depauperavam o país e arruinavam as perspectivas de prosperidade material e econômica da sociedade chilena. O caos político se instalou de forma irrevogável, de maneira muito similar a experimentada no Brasil quase uma década antes.

Quando os militares tomaram o poder, a população se viu livre do terrível perigo representado pela instauração iminente de uma ditadura comunista, que se insurgia no horizonte através da implementação de políticas gradualistas. Salvador Allende não era um revolucionário, e não pretendia implementar o socialismo através de uma revolução violenta, o que o diferenciava de Fidel Castro nesse aspecto. Não obstante, no final das contas, ambos tinham exatamente os mesmos propósitos. Inclusive, Fidel Castro escreveu exatamente isso em uma carta que enviara a Salvador Allende, apontando o fato de que — apesar de possuírem métodos diferentes —, a verdade é que eles tinham exatamente os mesmos objetivos e a mesma agenda política.

Com a deposição de Salvador Allende, que cometeu suicídio no Palácio La Moneda na data do golpe, Eduardo Frei Montalva — que foi presidente do Chile de 1964 a 1970 — pensou que ele e seu partido receberiam o poder da mão dos militares. Isso, evidentemente, jamais aconteceria, pois foi exatamente na presidência de Moltalva que o marxismo-leninismo começara a se difundir com força no cenário político chileno. Portanto, tanto ele como o seu partido faziam parte do problema, e não da solução. Os militares negaram categoricamente a Moltalva a possibilidade dele retornar ao poder.

O governo militar imediatamente procurou adotar medidas que tirassem o país da recessão. Por essa razão, implementaram uma política de livre mercado — que recebeu o auxílio da notória escola de economia de Chicago, inclusive do seu mais ilustre representante, o Prêmio Nobel de economia Milton Friedman —, que foi responsável por fazer o Chile se tornar gradualmente uma modesta potência econômica, que em questão de relativamente pouco tempo, deixou para trás a nefasta herança da ruína socialista causada pelo governo anterior. Logo, o Chile se tornou a nação mais desenvolvida da América Latina, e hoje possui não apenas alguns dos melhores indicadores sócio-econômicos do continente, mas também está posicionado entre os melhores do mundo. De todo o continente americano, o Chile fica atrás apenas dos Estados Unidos e do Canada.

É verdade que ao estabelecer um regime militar discricionário, Augusto Pinochet se tornou efetivamente um ditador, e o Chile acabou se transformando, tecnicamente, em um regime de exceção. Podemos dizer que os chilenos escaparam de uma ditadura de esquerda, para acabar em uma ditadura de direita. Não obstante, ao menos ditaduras de direita são menos mortíferas e duram menos tempo. Não são vitalícias e nem provocam carnificinas famélicas causadas pela fome e pela inanição, como é comum em ditaduras de esquerda.

Podemos dizer que, ao livrar o seu país da escravidão de uma tirania socialista — e também por estabelecer um regime de livre mercado —, o general Augusto Pinochet, bem como toda a cúpula militar, contribuiu para salvar o Chile de sofrer um destino similar ao de Cuba; no caminho das políticas socialistas de Salvador Allende, a nação andina invarivelmente se tornaria um país onde todo o sistema econômico seria centralizado no estado, e consequentemente toda a população se tornaria prisioneira de uma miséria degradante, inexpugnável e irreversível, onde as únicas certezas seriam fome e pobreza absolutas para os cidadãos, e muitas riquezas e suntuosidade para a elite política, como é o padrão em uma ditadura socialista.

A Venezuela não teve essa sorte. Depois que perdeu a sua associação com o Chile em virtude da deposição de Salvador Allende, Fidel Castro procurou outra nação para parasitar. Décadas depois, ele percebeu que poderia fazer com a Venezuela o que não conseguiu fazer com o Chile, quando percebeu que lá o psicopata socialista Hugo Chávez subiu ao poder, em 1999, através de eleições. Ele tentou tomar o poder anteriormente, em 1992, através de um golpe de estado, mas fracassou.

Quando chegou ao poder, Hugo Chávez não saiu mais, apenas quando morreu, em 2013. Ele também solicitou a Fidel Castro conselhos sobre como permanecer indefinidamente no poder. O ditador cubano então se tornou consultor político de Chávez, em troca do fornecimento vitalício de barris de petróleo. Fidel então ensinou a Chávez como controlar de forma total e completa o exército venezuelano, fazendo-o trabalhar a seu favor. Ao contrário do que aconteceu no Chile décadas antes, na Venezuela os militares não tiveram coragem para colocar um fim à revolução socialista que estava em curso; consequentemente, a Venezuela se tornou uma réplica de Cuba, sendo hoje uma versão muito pior da ilha-prisão caribenha.

Ao livrar o seu país de uma ditadura socialista, e estabelecer uma economia de mercado plenamente dinâmica e funcional em seu país, Augusto Pinochet — assim como todo o restante das forças armadas — salvou os chilenos do imensurável sofrimento de uma tirania socialista, que não apenas levaria o país à ruína, como destruiria completamente todas e quaisquer esperanças de futuro para os chilenos. Augusto Pinochet impediu que o Chile se tornasse uma colônia cubana, o que mais tarde aconteceu com a Venezuela. 

À despeito do que tenha feito para permanecer no poder, não há dúvida nenhuma de que a história reabilitou Pinochet. Ao sabotar a revolução socialista que estava em curso, ele restaurou a dignidade e a prosperidade dos chilenos, abrindo caminho para que uma sólida economia de mercado fosse edificada, o que trouxe enorme progresso e desenvolvimento ao país.  

Evidentemente, Pinochet sempre foi altamente criticado pela esquerda política. Mas é claro que críticas da esquerda não tem valor algum, pois a esquerda é extremamente seletiva. Ela não despreza ditaduras, apenas ditaduras que não são de esquerda. Não podemos exigir decência — muito menos coerência — da esquerda. Afinal, a esquerda glorifica Fidel Castro, que permaneceu 49 anos no poder, mas critica Pinochet, que permaneceu 16 anos. Durante a ditadura de Fidel Castro, aproximadamente 100.000 cubanos foram mortos ou desapareceram sem deixar rastros, ao passo que a ditadura pinochetista matou aproximadamente 3.095 pessoas, a maioria socialistas e comunistas radicais que pretendiam transformar o Chile em um regime totalitário de extrema-esquerda, aos moldes cubanos ou soviéticos.

A hipocrisia da esquerda é realmente repulsiva. Eles exaltam suas ditaduras favoritas, e criticam ditaduras que não seguiram a sua linha ideológica; ou seja — demonstrando uma total falta de coerência, decência e razoabilidade —, a esquerda critica e demoniza apenas ditaduras que mataram pouco, e que não foram marxista-leninistas. Mas quando uma ditadura é de esquerda e mata milhares ou milhões de pessoas, os militantes ou exaltam ou ficam em total silêncio.

Embora Fidel Castro já tenha morrido, Cuba continua sendo uma ditadura de partido único, bem como uma das nações mais miseráveis do mundo. Em extremo contraste com essa situação, o Chile — além de ser um dos países mais prósperos e desenvolvidos do globo terrestre — é também um dos mais livres. Na verdade, os resultados falam por si só. A história reabilitou Pinochet, sobretudo pelos fantásticos resultados que acabaram sendo atingidos, e que foram conquistados em virtude da implementação de políticas corretas, como livre mercado e redução do estado.

Como escrito acima, os resultados falam por si só. Ao passo que Cuba ainda é uma ditadura miserável — e dezenas de cubanos diariamente fazem o possível e o impossível para fugirem para a Flórida —, o Chile é hoje um dos países mais prósperos e desenvolvidos do mundo.

Militantes de esquerda não passam de idiotas úteis seletivos que celebram ditaduras sanguinárias; criticam apenas ditaduras que mataram pouco e que não foram marxistas, ou seja, que não seguiram a sua "preciosa" ideologia. E daí que a esquerda critica e condena com veemência Pinochet? Os resultados práticos falam por si só. A história, a realidade e o povo chileno reabilitaram o general Augusto Pinochet há muito tempo!

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.