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A burguesia é a classe política

A burguesia é a classe política

Você sabe quanto o estado custa aos cofres públicos?

A esquerda está sempre repetindo histericamente os seus mantras, como "precisamos derrotar a burguesia", ou "abaixo as elites", e demais frases genéricas, todas com o mesmo sentido, aonde quer que ela esteja. Esse clichê faz parte da sua retrógrada, arcaica e obsoleta visão de mundo, e do maledicente embate de classes que, de acordo com a sua doutrina, prega que a solução para os problemas da humanidade consiste em subjugar a tal da burguesia, e então o mundo se tornará um paraíso. Para tanto, eles idolatram o estado — e consequentemente, os políticos que fazem parte do estado — como a grande solução para todos estes problemas. O estado é o grande herói que vai lutar contra o capitalismo, e regular a sociedade para que ela se torne um formidável paraíso de amor e felicidade. Só que há um grande detalhe nesta questão, que a grande maioria dos adeptos desta doutrina parece ser completamente incapaz de perceber: os políticos que eles tanto idolatram são os indivíduos mais ricos da sociedade, a elite que eles tanto condenam, sem na verdade serem capazes de identificar este fato.

Ao passo que a esquerda — enquanto movimento político — em toda a sua histeria doutrinária e intransigente estadolatria, condena o capitalismo e o responsabiliza por todos os grandes males da sociedade, ela critica igualmente tudo aquilo que é parte integrante do capitalismo, especialmente o empreendedorismo e a classe empresarial, pois são completamente incapazes de compreender que muitas pessoas abrem empresas simplesmente porque identificaram uma oportunidade única de empregar suas habilidades para ganhar a vida, e assim tentar sobreviver; afinal, as pessoas precisam trabalhar, é impossível que todos sobrevivam das milgalhas do estado. Do elevado patamar de sua burrice planetária, os esquerdistas não conseguem entender o capitalismo por aquilo que ele realmente é, mas o encaram de acordo com os postulados de sua falaciosa doutrina, que o define como um mecanismo econômico cuja força motriz é explorar as pessoas. Então, seguindo a sua linha de raciocínio extremamente limitada, é natural que eles encarem os empresários como os grandes vilões da sociedade. Os políticos, por outro lado, são os imaculados e benévolos guerreiros de luz, que lutarão contra o capitalista opressor, para defender os pobres e os oprimidos.      

No entanto, os adeptos de seitas progressistas parecem ser completamente incapazes de perceber que os políticos brasileiros são os indivíduos mais ricos da sociedade. Na verdade, eles constituem as elites, contra as quais a esquerda tanto esbraveja. É irônico, mas a burguesia que a esquerda tanto condena é constituída pelos políticos que eles idolatram com alucinado fervor, paixão e entusiasmo cego. Só que eles são tão burros que parecem ser completamente incapazes de perceber isso.  

65% dos empresários brasileiros tiram apenas dois salários mínimos por mês. E isso que eles não usufruem dos exorbitantes privilégios e dos incomensuráveis benefícios que a classe política tem à sua disposição. E empresários, por sua vez, são indivíduos verdadeiramente produtivos, ao passo que os burocratas estatais nada produzem, a não ser corrupção, burocracia, taxas e regulações, que servem apenas para dificultar a vida dos indivíduos que estão tentando ser produtivos. 

Como uma rápida pesquisa no Google nos informa, "além do salário de R$ 33,7 mil, parlamentares têm direito a ajuda de custo, cotão, auxílio-moradia e verba de gabinete para contratar até 25 funcionários". Como se isso fosse pouco — ignorando completamente o momento de profunda recessão e crise pela qual o país está passando — o congresso quer aumentar para R$ 38 mil o salário dos parlamentaresApenas os deputados custam um bilhão de reais por ano ao contribuinte. A folha de pagamento integral do governo federal brasileiro, incluídos todos os benefícios e privilégios adicionais, custam aos cofres públicos vinte e cinco bilhões de reais por ano. 

Quem promove a desigualdade que a esquerda tanto condena é o próprio estado, através de salários e benefícios exorbitantes concedidos a classe política, que não encontram paralelo na iniciativa privada. Se levarmos em consideração os parlamentares, e os funcionários do legislativo e do judiciário que ganham muito acima do teto constitucional — como desembargadores que ganham salários de até duzentos mil reais — percebemos como o problema dos supersalários está profundamente arraigado no sistema. Mas não existe ninguém apontando para este problema. Evidentemente, políticos e demais beneficiados jamais irão legislar contra eles próprios. Muito pelo contrário. Eles são os parasitas, e nós somos os hospedeiros. Eles não estão nenhum pouco interessados em mudar esta situação. O status quo os beneficia.   

O grande problema do Brasil são os políticos e o congresso mais caro do mundo, sem ter meios ou condições de pagar por tudo isso. Como o estado gasta muito mais do que arrecada, precisa a todo momento pegar dinheiro emprestado de bancos privados, ou dos fundos de reserva do tesouro, para honrar as suas obrigações financeiras. Isso acaba aumentando a dívida pública, com efeitos catastróficos sobre a moeda, que tem o seu poder de compra corroído. Como os juros também aumentam e a inflação vem na rasteira, quem acaba se ferrando é o trabalhador, o consumidor, o brasileiro comum, que — sem saber — está sempre pagando para que um bando de vagabundos profissionais tenham um vida de luxo e conforto, que a grande maioria dos brasileiros não pode ter. Como se isso não bastasse, este grupo de parasitas asfixia o cidadão brasileiro sobre toneladas de impostos, contribuições e taxas diretas e indiretas, soterrando-o sobre uma pilha colossal de escombros fiscais. Para o governo, é muito fácil produzir a merda, pois quem tem que arcar com as consequências é sempre a população. 

Por não atentar para as reais causas do problema, a esquerda contribui para agravar ainda mais as deploráveis condições da sociedade. Ao considerar políticos os salvadores da pátria, e não atentar para o fato de que na verdade eles são o problema — como o celébre Ronald Reagan já dizia, "Não espere que a solução venha do governo. O governo é o problema." — a esquerda faz aquilo que ela sabe fazer melhor: piorar de forma catastrófica aquilo que já está ruim. E quando as coisas estiverem insuportáveis, a esquerda sempre descobrirá um jeito de piorá-las ainda mais. 

Isso ocorre porque a esquerda, sendo um movimento fundamentalmente coletivista — que não enxerga indivíduos isoladamente —, não se importa nem um pouco com as pessoas. Para a esquerda, o importante não é fazer o bem, mas parecer do bem. Para a esquerda, a imagem de bacana, de preocupada, de humanitária, é tudo. A esquerda realmente não se preocupa, nunca se preocupou, com resultados. Como o celébre Thomas Sowell disse: "O ativismo é uma maneira de as pessoas inúteis se sentirem importantes, mesmo que as consequências de seu ativismo sejam contraproducentes para aqueles que afirmam estar ajudando, prejudicando o tecido da sociedade como um todo". 

Políticos não são a solução para absolutamente nada. São todos demagogos populistas encantadores de otários, psicopatas em busca de órfãos desorientados para doutrinar, predadores insaciáveis em busca de presas inocentes, obedientes e maleáveis, parasitas em busca de hospedeiros. O que todos eles querem é poder e riquezas, e eles irão iludir quem quer que apareça em seu caminho para atingirem os seus sórdidos e deploráveis objetivos. Infelizmente, a esquerda parece ser completamente incapaz de perceber como ela é apenas massa de manobra nas mãos dos psicopatas que ela tanto venera. Mas se não possui discernimento suficiente nem para identificar quem realmente são as elites, isso não deve nos surpreender. Combater uma classe empresarial falida que faz o possível para sobreviver, e lutar contra um capitalismo que, no Brasil, nunca existiu, parece ser o melhor que eles podem fazer. 

A solução para qualquer problema será sempre mais liberdade e menos estado. O caminho contrário — mais estado e menos liberdade — como centenas de exemplos históricos e contemporâneos nos mostram, sempre conduziu a humanidade às situações mais degradantes e aos resultados mais desesperadores.   

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.